Todos que acompanham o nosso blog já sabem que eu não gosto de bate-volta! Penso que, via de regra, além de ser cansativo, não oferece a oportunidade de o viajante “sentir” a cidade! Contudo, em razão de uma alteração promovida pela TAP no nosso voo, resolvemos fazer um bate-volta a Bath, saindo de Londres. O que achei? Fiquei muito arrependida de termos feito o bate-volta, dado que BATH é uma cidade linda, romântica, e com uma enorme bagagem histórica. Entendo que o ideal é dormir pelo menos uma noite, mas esse não é o pensamento da maioria, que prefere ir e voltar no mesmo dia. Antes de decidir como fará, analise o seu perfil, porém não deixe de visitar essa fantástica e pequenina cidade inglesa.

 

 

 

 

COMO CHEGAR:

Depois  de decidir a formatação, ou seja, se fará bate-volta ou não, você precisará estudar a melhor forma de chegar. São 185 km de distância entre as cidades. Há trens que fazem o percurso em uma hora e meia e outros em pouco mais de duas horas. Na data de  hoje (abril 2017) o custo médio do ticket é de £33.

Existem ônibus que também fazem esse trajeto diariamente, com uma duração de cerca de duas horas e meia, por um valor de £21. Muitas  empresas especializadas em bate-volta a partir de Londres também oferecem essa visita, mas neste caso é muito corrida, pois é conjugada com outros destinos.

Planejado tudo isso, é hora de pontuar o que visitar em Bath, que foi declarada patrimônio da humanidade, em 1987, pela UNESCO.

O QUE FAZER EM BATH:

 

 

Não tenho dúvida de que o Top 1 de Bath são suas famosas termas. Segundo informado no próprio museu (The Romans Baths), ditas termas são formadas pela água da chuva que penetrou no solo calcário a uma profundidade de aproximadamente 4000 metros. O calor do interior da Terra ( energia geotermal) aqueceu a água a uma temperatura de até 95°. Sob pressão, a água aquecida subiu  à superfície através das fissuras no calcário – eis as termas de Bath, as únicas fontes termais da Grã-Bretanha.

Essas águas termais foram descobertas pelos romanos em 43 A.C., que as utilizou como SPA. No início do Século XVIII , a rainha Ana, ao utilizar essas fontes para fins terapêuticos, emprestou fama ao local, que se consolidou como cidade-spa.

 

Um click na entrada do museu

 

Uma vista do Museu

 

 

 

 

O museu existente no local é muito organizado, oferece áudio-guia em vários idiomas, inclusive em português. Além disso, ele utiliza a tecnologia para demonstrar ao visitante como era e funcionava o spa na época romana, projetando imagens nos exatos locais. Impressionante! Impossível não se transportar no tempo! Visita imperdível!

 

 

 

Olha a fumaça…

 

Projeções de imagens para que o visitante entenda como funcionavam as termas

 

Mais projeções

 

 

Antes de sair do Museu, dê um pulinho no Pump Room Restaurant para provar a água termal que sai da fonte e possui 43 minerais em sua composição. Você não pagará nada por isso. Nós provamos, não gostamos, mas repeteríamos apenas para viver a experiência. Se gostar de chá,  é válido sentar em uma mesa e provar algum  dos que constam no menu  desse restaurante, que é considerado um templo pelos amantes da bebida!

 

Provando a água termal

 

Visitamos ainda a linda Abadia de Bath, que foi construída em formato de cruz, e nos presenteia com lindos vitrais. Como dia estava ensolarado, as cores estavam estoteantes!

 

 

Infelizmente, não tivemos tempo de flanar pelo embalo da apaixonante arquitetura em estilo georgiano da cidade, mas já está na nossa lista de desejos o retorno a essa charmosa cidade inglesa.

Antes de retornarmos, ainda fizemos um rápido lanche no Cafe Retro, que fica bem próximo à Abadia,  onde comemos um delicioso sanduíche de  queijo brie e bacon. Ah, diante da fama do sorvete da cidade, saímos de lá  com um sorvete de chocolate e laranja da Marshfield e com uma enorme vontade de retornar.

 

Cafe Retro

 

A sorveteria

 

Há muitas outras  atrações entre elas o  “The Circus” ( estrutura formada por 33 casas em calcário, de cores em tom sobre tom, desenhando uma forma circular inspirada no Coliseu) e o “Royal Crescent” (uma edificação em forma semi-elíptica composta por 30 casas).

Se você quer se hospedar no  hotel mais elegante de Bath, seu lugar é o Hotel Royal Crescent, que está encravado em duas casas georgianas.

E aí, vainamala para Bath?

Faça a sua reserva no Booking através do nosso site, você não pagará nada a mais por isso.